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  • Nardele Gomes

Você Publica! #1 - Resultado!

Atualizado: Mai 28



Com uma alegria imensa, compartilho aqui o resultado do Você Publica! #1! Uma iniciativa que certamente será repetida muitas outras vezes, porque acabou se tornando maior do que a ideia inicial.


Quando coloquei no ar o Você Publica! #1, imaginei receber alguns poucos textos. Achei que, para a maioria, faltaria coragem para 1) escrever, 2) enviar e 3) submeter algo a uma seleção! Mas o que eu vi foi uma quantidade enorme de respostas, escritos cheios de emoção, de coragem e de vontade de mergulhar no universo do texto escrito!


Muito obrigada a todos que responderam a essa proposta, e parabéns pela coragem e determinação de sentar para escrever e traduzir um quadro em ideias. Não é fácil, mas tantos encararam esse primeiro desafio, saindo-se muito bem. Vale lembrar que não é uma competição, e essa proposta não tem o propósito de intimidar sua escrita, pelo contrário!


Antes ainda de postar o resultado da seleção, quero explicar os critérios que me levaram a ele. Muitos textos chegaram com mais do que 800 caracteres (tamanho máximo permitido). Determinei esse tamanho pra estimular o exercício de uma das habilidades mais importantes - e difíceis - da escrita: cortar palavras. Aliás, postei sobre isso ontem, aqui.


O texto que escolhi para postar não necessariamente é melhor do que todos os outros. Foram muitos e muito bons! Mas este aqui, além de estar dentro dos 800 caracteres, vai além da descrição da cena, da história do pintor e da obra.


Para todos os outros que enviaram, não deixem de participar das próximas edições do Você Publica!


Agora sim... o belo texto de Iriane Soares. Parabéns!


"Desiste de encarar o papel em branco, fecha o caderno e faz sinal para a garçonete solicitando mais um café. Do outro lado da rua, algo chama sua atenção: duas meninas vendem frutas. A garota menor está bem próxima da outra, como quem clama por proteção. A maior, por sua vez, encara o horizonte de forma nostálgica. Com curiosidade, persegue o olhar da menina e avista um carrinho de algodão-doce. Aposto que ela consegue sentir o sabor da guloseima, pensa, ao voltar olhar para a garota. Decide que deveria realizar o tão simples desejo. Guarda o caderno, põe o dinheiro sobre a mesa e não aguarda pelo café. Ao sair, pisca algumas vezes com perplexidade ao notar que não há garotinhas, algodão-doce e nem cafeteria. Há apenas o cheiro do café da vizinha invadindo o seu quarto através da janela."


Até a próxima!



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